Grupo de AP - Escola Secundária de Pombal, 12º B, ano lectivo 2009/2010 - enfrenta com bravura artigos sobre neurociência, empresas de brain fitness, teorias de auto-ajuda e a preguiça para descobrir como pôr os seus neurónios a cintilar.

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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Procrastinação

Uma das maiores chatices do nosso trabalho é estar a tentar descobrir formas de melhorar o nosso desempenho antes de sabermos como devemos melhorar o nosso desempenho na tarefa de descobrir essas coisas... Sim, é bastante paradoxal e faz dor de cabeça.

Uma das coisas que me mais me atrapalha a vida é a procrastinação. Palavrinha mui celebrizada pelo "5 para a Meia-Noite", segundo consta, procrastinação significa o acto de adiar uma tarefa que nos propomos a fazer naquele exacto momento, mas que por alguma razão nos põe a ver e-mails, a visitar a nossa conta esquecida no facebook, a comer, a afiar lápis (submissões abertas para as coisas mais estranhas que acabaram a fazer para não trabalhar). A tarefa indutora de procrastinação tem normalmente um prazo (muito, muito distante - mesmo que seja de menos de uma hora), é importante e longa, e simplesmente não conseguimos começá-la. Ou levá-la para lá daquele momento, duas horas antes, em que parámos para fazer uma pequena, pequeníssima, pausa.

Sabem do que estou a falar? Se sim, têm a minha compaixão.

 

De onde vem a procrastinação? Uma ideia comum é que adiamos o trabalho por perfeccionismo; o Litemind (um dos sites que são as meninas dos nossos olhos) e o Procrastinus (site divertidíssimo que achei enquanto andava nestas andanças) discordam desta tese, e toda a minha vida é um argumento contra. Eu costumo culpar a ansiedade, mas o Procrastinatus desmente esta teoria. Importa dizer que este site, o Procrastinus, foi desenvolvido por um dos maiores investigadores do fenómeno da procrastinação, Piers Steel; a teoria para a procrastinação que é apresentada é dada por uma equação (mais ou menos) matemática:

P= (ExV)/(SxA)

 

Em que:

P - preferência pela realização da tarefa

E - expectativas para o trabalho (probabilidade de sair ali alguma coisa de jeito)

V - valor da tarefa

S - sensibilidade pessoal para adiar

A - atraso da recompensa em relação à conclusão da tarefa

 

Mas o que o procrastinador inteverado quer realmente saber é onde é que se apertam os parafusos e se resolve o problema. Ninguém me vai querer ouvir a ladaínha do costume sobre não haver soluções objectivas e haver muitos factores em jogo e...

Portanto, receitas mágicas para acabar com a procrastinação:

  1. Parar de dizer que "tenho de". A forma como falamos para nós próprios influencia-nos bastante. Convencer-nos de que "temos de fazer x" é um caminho para o falhanço. Primeiro, nem sequer corresponde à realidade; a maioria das coisas que nos decidimos a fazer não são realmente, completamente obrigatórias - claro que é do meu interesse que estude para um exame e não o chumbe, mas não caírei morta se não o fizer. Segundo, esta atitude não só nos retira o controlo da situação, como nos deixa numa situação em que a vitória não é possível - concluir a tarefa não é uma vitória, mas um dever em que estavamos em falta. Portanto, toda a gente a substituir o "tenho de fazer" pelo "escolho fazer".
  2. Concentrar-se no começo, não no final. Quando não me apetece trabalhar, costumo evitar o trabalho fazendo muitos planos - que raramente servirão para alguma coisa. Façam o trabalho, passinho por passinho. Abram o ficheiro do Word onde vão escrever o  trabalho da escola, o que dará suficiente balanço para o passo seguinte, talvez escrever os títulos. E por aí adiante.
  3. Parar de se sentir culpado por não estar a trabalhar suficientemente bem ou a fazer progressos suficientes, ou por as coisas estarem a sair diferentes do que idealizavas. Em vez disso, concentrem-se na progressão do trabalho e na satisfação de estar a avançar.
  4. As pausas e as recompensas (principalmente as pequenas, frequentes e merecidas) são importantes. Não se deixem sentir encurralado por um trabalho, nem que este se estenda ininterruptmanente durante um dia (ou fim-de-semana) inteiro.
  5. Determina um período de tempo para te dedicares exclusivamente a uma tarefa. Põe um temporizador, e durante aquele período não te permitas fazer qualquer outra coisa. Se não conseguires atacar a tarefa, não comeces outra coisa.
  6. Cria o hábito de fazeres as coisas imediatamente, mal os prazos são impostos e tiveres oportunidade (nada de batotas no julgamento de "oprtunidade").
  7. Dá os primeiros passos numa área do trabalho que seja fácil e numa espécie de "ambiente controlado", ou seja, qualquer coisa em que disponhas das soluções, ou um protocolo que possas seguir, ou alguém que domine o assunto e te ajude. O sucesso repetido nestas tarefas conseguirá fornecer-te confiança para avançares nas outras mais pantanosas.
  8.  A procrastinação está ligada ao nível de energia com que estamos. Evitar o cansaço implica dormir bem, não estar doente nem com fome; as coisas que talvez não saibam é que a nossa energia é controlada pelo ritmo circadiano (o mesmo que regula o sono) e temos um pico por volta das 10 horas da manhã. Essa será a hora indicada para atacar trabalho.

Alguém disposto a testar estas teorias? Se se resolverem a isso, façam as honras e digam como correu.

publicado por Os Neurónios às 18:31
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